quinta-feira, 29 de abril de 2010

Conhecendo o conflito conjugal


O ser humano desde que nasce tem suas fases e não é diferente com a vida conjugal. Todo e qualquer casal passa por conflitos e muitos acabam se divorciando.
São quatro fases da vida conjugal pelas quais ambos enfrentarão e com elas vão estar presente os conflitos, que podem ser pequenos ou grandes.
O período da lua-de-mel que dura até o 1º ano, é a primeira fase, onde tudo é maravilhoso. Ambos parecem viver um para o outro, são como flores lindas e perfumadas. O casal continua namorando, passeando, cheios de promessas etc., a segunda fase, é onde a situação começa mudar e muitas vezes pra pior, levando ao grande número de divórcio. Ambos descobrem hábitos, coisas do passado, gestos e/ou atitudes difíceis de suportar, aí entra a desilusão. Muitos problemas começam a surgir, dentre eles, os relacionamentos ruins com sogros, problemas financeiros, sexuais, decisão sobre ter ou não ter filhos etc., a terceira fase do casamento vai de 5 a 7 anos e de 15 a 20 anos e nesses períodos os conflitos são graves e os divórcios ainda maiores, pois muitos esposos só pensam neles, são egoístas, não conversam com as esposas, já não passeiam mais, se acomodam. No entanto, jamais esquecem seu laser, pois para eles, é fundamental espairecer suas idéias, aí marcam futebol com os amigos. Já as esposas, ficam em casa feito bobas, cuidando dos filhos e das coisas.
Quando não há diálogo, compreensão e principalmente Deus entre o casal, aí não tem jeito, a separação é certa. Apesar que muitas se separam emocionalmente de forma oculta, fingindo estar tudo bem e vivendo de aparências ou sofrendo caladas. A última fase, é aquela em que o casal consegue envelhecer juntos. Ambos são portadores de uma boa bagagem repleta de experiência e convivência. Muita coisa boa e ruim juntos conseguiram superar e passam(?) a viver como um casal que tudo partilha; momentos tristes e felizes e não escondem nada um do outro.
No entanto, ainda não estão livres de algum atrito, porque marido aposentado em casa o dia todo, fica enchendo a paciência da esposa e/ou a esposa por sua vez sente-se velha ou com medo da velhice e não realizada profissionalmente e pessoalmente, acaba entrando em depressão. Os serviços domésticos, a educação e a vida escolar dos filhos dificilmente o esposo compartilha, deixando-a sobre carregadas. Alguns esposos além de não contribuir, ainda atrapalham com palavras, gestos e atitudes que não somam, pelo contrário, até tira a moral da esposa.

O casal tem dificuldade para perceber que está em crise e um acusa o outro. É mais fácil um jogar a culpa no outro, do que assumir tal responsabilidade.

A guerra conjugal surge com explosões. Tudo é motivo para desentendimentos, por exemplo: gestos, palavras, risos, ironias, brincadeiras de mau gosto, um implicando com o outro.

Existe também a separação emocional, onde o casal já está destruído com seu relacionamento e os filhos ficam no “fogo cruzado”, como reféns ou instrumentos. Passam a competir, dilacerar, são confidentes e todos se prejudicam mutuamente.

Tendo acabado o bom relacionamento e o amor, a comunicação entre o casal é limitada, o silêncio é que predomina, se fazendo um clima de paz e harmonia, mas no entanto o que existe são pessoas separadas, sofridas, um vazio e cada um em seu canto assintindo televisão, no computador, lendo jornal, deitado curtindo a solidão ou tentando se distrair até o tempo passar e o dia terminar.

Os filhos sofrem com a separação dos pais, isso é fato e pura realidade.
Compreender o conflito conjugal

O conflito conjugal se dá por falta de amor, diferença do nível intelectual, incompatibilidade de personalidade e comportamento, problemas sexuais (de um modo geral), divergências na educação dos filhos, ciúmes obsessivos ou totalmente a falta dele.
O homem e a mulher tem diferentes necessidades que, uma vez insatisfeitos, acarretam frustrações e tensões.


Administrar os conflitos conjugais

O casal é a primeira instituição de Deus, porque oi ele mesmo que levou Eva até Adão. E a finalidade do casal, é manifestar completamente a imagem de Deus.
O casamento é o começo de uma construção. Primeiro vêem a função biológica ou procriadora, depois a função social, logo após, a função psíquica ou psicoterapêutica e por último a função maturadora, ou seja, cada cônjuge vai superar seu egocentrismo.
Geralmente as pessoas se casam e esquecem que todo casal enfrenta conflitos e que uma vida conjugal sem tempo ruim só existe no campo da utopia. Felizmente nem todo conflito acaba em divórcio. E cônjuges equilibrados sabem superar suas divergências e reconquistam juntos seu amor. Cada um dos cônjuges são responsáveis pelo sucesso do casamento.

Nada brilha e reluz ainda, mas tudo melhora. (Lutero).

1ª fase



2ª fase

3ª fase



Cônjuges equilibrados sabem superar suas divergências e reconquistam juntos seu amor

O conflito conjugal
Trabalho desenvolvido por Cléia Maria
Bibliografia: Os conflitos – Jacques & Claire Poujol.
Rio de Janeiro
Abril/2010
Postado por Cléia - estrela da manhã às 07:15 0 comentários
domingo, 18 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Uma viagem sem volta

Opinião pessoal sobre viagem sem volta

Não quero ir, não quero pensar nisso, sofro, choro e confesso ter medo. Mas é inevitável, por mais que eu tente não pensar, surge uma despedida, ou melhor, uma viagem de alguém por quem nem pude me despedir.
É triste e cruel. Choro quieta, fico calada, pensativa e triste. Trata-se de um sentimento, de uma saudade e falta que este alguém faz. Um vazio imenso que ele deixou. Apesar de não vê-lo todos os dias, tinha certeza de sua existência, que respirava, falava e estava em seu cantinho, e que cantinho! Coitado, sua triste casinha de cachorro (como costumava dizer). Hoje choro também por lembrar certas coisas que presenciei, ouvi, tomei conhecimento e não pude interferir em nada. O que me conforta é saber que existe um Deus que realmente conhece meu coração e sabe minha sinceridade, o quanto tentei e me esforcei para melhorar e/ou tentar fazer com que alguém aceitasse e compreendesse certas coisas.
Peço que Deus leve até ele todo meu sentimento e o diga que sinto saudades. Tú sempre vai morar em meu coração e jamais esquecerei da pessoa honesta, trabalhadora, brincalhona, prestativa, que muitas vezes me defendeu quando riam de mim, debochavam, fofocavam, implicavam e outras coisas, até cantavam aquela musiquinha:"o cordão do puxa-saco cada vez aumenta mais".
Você significou muito pra mim, me ajudou quando ficamos desempregados. Muitas vezes me buscava no serviço (anterior). Hoje sinto que não retribuí o suficiente, orei e orei, mas não sei porque, Deus quis sua viagem. Vou continuar orando para que Deus possa aliviar a dor da imensa saudade que sinto. Não pude pedir obrigada, nem lhe dizer que o amava. Tentava ir até você, mas percebia que encomodava, pois sempre gostou de ficar deitadinho por causa do cansaço nas pernas. As vezes que tive ao seu lado, naquela clínica, só tinha vontade de mudar aquele quadro, tirá-lo daquela situação e trazê-lo pra casa. Queria ouvir sua voz e falar com você, tinha esperança, mas... depois a triste cena de você naquele caixão, me partia o coração.

Obrigada por tudo.
Fique com Deus.
Descanse em paz.
Não sofra mais.
Você foi muito bom.
Nunca vou te esquecer!



Cléia 18-4-2010